Multiplicação de plantas ornamentais

Propagação Vegetativa

 

Por sementes:

Normalmente plantas anuais; realiza-se em bandejas ou tubetes (que facilita a retirada da muda com torrão quando pronta). A muda está bem formada com 10 cm de tamanho aproximadamente, que é quando se deve fazer o transplante ao local definitivo.

Importante: fazer o transplante em horários mais frescos do dia, e irrigar bem após o plantio.

Preparo dos canteiros:

Revolvimento e destorroamento da terra, enriquecer com calcário, matéria orgânica e adubo químico.

Calcário:

Importante para elevar a capacidade de troca de cátions, entre os nutrientes da terra. Deve se colocar um copo de 200 ml por m², deixar reagir ao solo por 10 a 15 dias, não se esquecendo de molhar diariamente para acelerar o processo de reação do calcário com a terra.

Matéria Orgânica:

  • Esterco de curral: 10 a 15 kg m²;
  • Esterco curtido de aves: 3 kg m²;
  • Torta de mamona: 1 kg m². Sendo esterco curtido e torta de mamona, aplicar ao canteiro 10 dias antes de se realizar o plantio.

Adubo químico:

  • N-P-K: 5-10-10, 70 g m² de mistura com a terra.

Preenchimento de vasos:

Substratos ou compostos orgânicos de diversas formulações.

Ex: 2 partes de terra argilosa + 1 parte de esterco curtido + 1⁄3 de areia fina + 10 g de adubo 5-10-5, para cada 20 L de composto.

Sementes

Bandejas de plastico

Bandejas de isopor

Tubetes

Estacas:

Herbáceas: oriundas de folhas (suculentas, violeta, folha da fortuna) ou de ponteiro de plantas (azaléia).

  • Ponteira: 12 a 15 cm, cortando próximo a uma gema em bisel, retira-se 1⁄3 das folhas.

Lenhosas: obtidas de ramos sadios; retira-se das plantas após o florescimento. Estacas com 1 a 1,5 cm de espessura, com 12 a 15 cm de comprimento, retira-se 1⁄3 das folhas.

Estas estacas devem ser postas para enraizar em canteiros sombreados, mantidos úmidos UR: 70 a 80 %, e tº C 24, podendo ser mantido também a pleno sol, dependendo da espécie.

Substrato para enraizamento da estaca: Leve, permeável e não encharcável. Composição:

  • terra vegetal;
  • vermiculita; (1 parte de areia fina + 1 parte de vermiculita).

Surgimento das brotações: indicam o enraizamento; deve-se examinar a parte inferior para se verificar o surgimento de raízes.

Tempo estimado: 30 a 90 dias.

Hormônios de enraizamento: induzem a formação de raízes nas estacas e são constituídos de ácido indol butírico e as vezes de acido naftaleno acético. (Instruções de uso encontra-se junto ao produto, comercializado em lojas especializadas.

Estacas

Por broto

Por caule

Por folha

Por raiz

Alporquia:

Indução a formação de uma muda, em um ramo ainda ligado a planta mãe, à formação de raiz.

Ramos escolhidos devem possuir: 1 a 1,5 cm de diâmetro e a região do alporque ligado de 320 a 30 cm da ponta do ramo. Deve-se retirar as folhas desta região e um pouco da casca, formando um anel de aproximadamente 1 cm de largura em torno do ramo.

Para enraizar, envolve-se firmemente um chumaço de musgo de floricultura ou esfagno em torno do anel, molhando o e envolvendo com um plástico preto, devendo-se prender as extremidades com barbante. No caso o plástico deve ser preto para não haver interferência da luz, pois se porto plástico brando, há a indução de formação de algas, prejudicando a formação de raízes.

Não se vê a formação de raízes, que pode ser sentido tateando levemente a região do alporque.

O alporque pode ser feito em qualquer época do ano, menos no inverno, em plantas de difícil formação de mudas, como é o caso de jabuticabeiras e de camélias.

Constatado o enraizamento, o alporque é cortado na base, retirando-se o envoltório plástico, mantido o musgo e mergulhado levemente na água. A seguir é plantado num recipiente e mantido sob proteção para desenvolver-se.

Escolha a planta e o galho

Escolha o material

Retire uma parte do galho

Parte retirada (casca)

Fibra de côco

Coloque a Fibra e no local onde a casca foi retirada

Mergulhia: variação da alporquia, em terra.

Outras partes que servem de material para propagação: Caules subterrâneos: bulbos, rizomas, tubérculos.

1-               Escolha um ramo que venha de baixo do chão, levante a parte da raiz e separe da planta.

2-               Divida o ramo em vários pedaços, procurando deixar cada um com uma raiz e a crescer.

3-               Replante cada pedaço com raiz num vaso com adubo próprio ou no seu lugar definitivo.

Mergulhia

Prender um ramo de uma planta que ganha raízes, como a clematite, a alfazema, o tomilho, a traquelospermo ou a vitis coignetiae, estimula o enraizamento. Corte uma língua no ramo (abaixo) onde ele toca na terra. Faça uma cova e misture saibro grosseiro com a terra. Fixe o ramo no lugar. Cubra com adubo e regue bem. A raiz aparecerá dentro de um ano. Ramo mergulhado posto em contato com a terra, o ramo
desenvolve raízes, alimentado pela planta-mãe.

1-      Leve um caule jovem à terra e marque a posição. Aí, faça uma cova de cerca de 8cm de fundo, inclinando para a planta-mãe.

2-      Tire os ramos e folhas do caule e corte uma língua de casca por baixo onde contacta a terra. Aplique no corte hormona para raízes.

3-       Prenda o caule à terra. Dobre a ponta para cima e prenda-o com uma fita a uma cana. Encha a cova com terra, calque e regue.

Mergulhia

 

Camila de Lima Braga

Engenheira Agrônoma, Mestre em Agronomia (Horticultura)

E-mail: alimaclima@gmail.com

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. maria aux.
    mar 18, 2012 @ 19:00:44

    tenho uma estufa de plantas ornamentais e preciso de muitas ideias pois sou novo no açunto.
    por favor me encine a plantar e tirar mudas de ebisco.
    vai me ser de grande utilidade o multiplicação de mudas
    obrigado.

    Responder

    • Alessandra C. Oliveira
      mar 18, 2012 @ 20:34:01

      A Hibiscus sabdariffa L., da família Malvaceae, de nome popular rosela, é originária da Índia, do Sudão e da Malásia, sendo posteriormente levada para a África Oriental e países da América Central. Apresenta as sinonímias populares de azedinha, azeda-da-guiné, caruru-azedo, caruru-da-guiné, cha-da-jamaica, pampolha, pampulha, papoula, papoula-de-duas-cores, quiabeiro-azedo, quiabo-azedo, quiabo-de-angola, quiabo-róseo, quiabo-roxo, rosélia e vinagreira. É cultivada em regiões tropicais e subtropicais, desde o nível do mar até 900 m de altura. A planta requer distribuição de chuva entre 800 e 1600 mm e temperaturas de 18 a 35°C. É muito sensível ao fotoperíodo, variando conforme a cultivar. O florescimento ocorre apenas em dias curtos, com cerca de 11 horas de luz. Em regiões temperadas, não ocorre o amadurecimento dos frutos. A temperatura mínima que a planta tolera varia de 7 a 10°C. Para produção das mudas foram utilizadas sementes secas retiradas de frutos maduros, usar substrato comercial e colocar em células de bandejas de isopropileno, com 128 células. Tire o miolo com as sementes – é só cortar o fundinho e empurrar o fruto seco central, lave bem, seque com pano limpo e espalhei numa peneira. Cobre com tule e coloque sob sol – Cinco dias no sol (+ou-).

      Hibisco, uma opção para cerca via, nome técnico Hibiscus syriacus,nomes populares Hibisco da Síria, mimo-de-vênus, rosa de Sharon. É da família Malvaceae, sua origem da Ásia. Arbusto de crescimento rápido, forma colunar, muito ramificado, com folhas escuras serrilhadas de forma irregular e flores vistosas, de pétalas simples ou dobradas ao longo dos ramos. Encontram-se flores em branco, rosa, violeta e roxo, produzindo sucessivas camadas de flores o ano todo. Seu tamanho pode pode atingir 3,0 m de altura. Pode ser usado como cerca-viva, cortina de proteção visual ou como planta mais alta em maciços de plantas menores e outras formas. Muito ornamental e de fácil manutenção. O seu cultivo é em locais ensolarados, com solo de fertilidade média. É necessária a adição anual de composto orgânico e regas regulares. Tolera regiões de clima frio mas sua floração mais abundante é em lugares com clima de característica tropical. Pode ser podado, caso seja usado como cerca-viva, quando então a produção de flores diminui bastante. Na ocasião pode ser feita estaquia dos ramos, retirando-se parcialmente as folhas, as flores e os botões. Colocar as estacas em areia de construção previamente lavada e úmida, ou até mesmo em solo adubado, ou até mesmo em substrato comercial, a parte da estaca que for ao solo usar um completo enraizamento (IBA). A distância entre plantas (mudas) deve ser de 0,50 m para cerca-viva, seja de ornamentação ou cortina vegetal.

      Acredito que isso ajude vc … mas qualquer coisa estou por aqui …

      Obrigada

      Responder

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