Como a extinção das espécies pode afetar a nossa vida?

Uma borboleta bate as asas em

São Paulo e um tufão atinge Pequim. A conhecida frase é uma popularização do “efeito borboleta”, termo que se refere às condições iniciais dentro
da teoria do caos, e significa que um evento, por menor que
seja, pode alterar significativamente o curso natural das coisas.

O “efeito borboleta” é uma excelente maneira de explicar
os riscos do desmatamento e da extinção de espécies
animais e vegetais.

Apesar do meio ambiente estar no centro do debates hoje
em dia, recheando noticiários e cobrindo as capas do jornal,
ainda poucas pessoas se preocupam realmente com a
ecologia.

É como se a ecologia fosse algo bucólico, romântico e distante, e não algo real e urgente. Por isso é comum ouvir por aí frases como “por que eu preciso me preocupar com os ursos polares lá no Ártico?”, ou “o que eu tenho a ver com as baleias jubarte?”.

O fato é que todos nós temos muito a ver com essas espécies e com as muitas outras
ameaçadas de extinção.

O desaparecimento de espécies animais tem conseqüências diretas na vida no homem. A questão vai muito mais além do que o simples drama “as gerações futuras nunca vão ver um mico-leão-dourado” – o que, por si só, já é bem triste.
Quando uma espécie desaparece, toda a cadeia alimentar fica alterada.
Por exemplo, se a população de gaviões diminui ou desaparece, aumenta a população de cobras, uma vez que esses são seus maiores predadores.
Muitas cobras precisariam de mais alimentos e, conseqüentemente, o número de sapos diminuiria e aumentaria a população de gafanhotos.
Esses gafanhotos precisariam de muito alimento e com isso poderiam atacar outras plantações, causando perdas para o homem.
É importante lembrar que o desaparecimento de determinadas espécies de animais interrompe os ciclos vitais de muitas plantas.

Ou seja, a extinção de uma espécie animal causa uma reação em cadeia na natureza, afetando o ser humano com a diminuição de certas fontes de alimento ou com a proliferação de pragas e doenças.

A extinção de espécies vegetais, que podem servir de alimento e também de base para medicamentos, tanto para seres humanos como animais, pode desequilibrar toda a cadeia ecológica.
Além disso, sem seu habitat natural, muitas pragas podem migrar para os centros urbanos – como, por exemplo, o inseto conhecido como barbeiro, que pode transmitir a doença de Chagas.
Por fim, o desmatamento tem sido apontado como um dos grandes contribuintes para o aquecimento global, pois as árvores são capazes de neutralizar as emissões de carbono, um dos grandes vilões do aquecimento global.

Não são apenas os pandas que precisam da
gente, nós também precisamos deles para garantir o equilíbrio ecológico e, assim, a nossa
sobrevivência.
Sem essa conscientização, que leva à ação – que
pode ser desde reciclar lixo, economizar água e energia até cobrar do governo medidas mais eficazes de proteção ao meio ambiente – a próxima espécie em extinção pode ser a nossa.

Boletim nº 039/ AL 2010/11 – Guararapes.

Boletim Ambiental – Lions – Distrito LC 8

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. maria aux.
    mar 18, 2012 @ 19:43:41

    achei o maximo esta reportagem .
    estou esperando mais .
    me avize por favor.
    tudo que eu precisava
    muito obrigado
    maria aux.

    for.you.2@hotmail.com

    Responder

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