Cultura do Maracujá

planta

 

Introdução

Originário de regiões tropicais, o maracujá encontra no Brasil condições excelentes para seu cultivo. É fruto rico em minerais e vitaminas, principalmente A e C, muito apreciado pela qualidade de seu suco, de aroma e sabor agradáveis.

A maracujina, a passiflorine e a calmofilase são princípios farmacêuticos contidos nas folhas da planta, de amplo uso como sedativo e antiespasmódico.

maracujá

Clima

O maracujazeiro se desenvolve bem em regiões com altitude entre 100 e 900 m, temperatura média em torno de 23ºC a 25ºC, umidade relativa baixa e precipitação em torno de 800 a 1.700 mm bem distribuídos ao longo do ano.

Chuvas intensas no período de floração dificultam a polinização, em virtude do grão de pólen “estourar” em contato com a umidade. Ventos frios afetam o florescimento, interferindo no vingamento dos frutos. Ventos quentes e secos causam murchamento e diminuem a quantidade e a qualidade dos frutos produzidos.

 

Solo

O maracujá se desenvolve bem em diferentes tipos de solo, sendo os mais indicados os arenosos ou levemente argilosos, profundos e bem drenados. Os mal drenados favorecem o ataque de microrganismos, que causam a podridãodas- raízes.

A faixa de pH ideal para a cultura é de 5,0 a 6,0. Os solos arenosos, quando bem adubados com matéria orgânica, são plenamente satisfatórios para a produção de maracujá.

condução

Calagem e Adubação

O maracujazeiro é uma planta que apresenta a seguinte ordem decrescente de extração de nutrientes:

  • Macronutrientes: N > K > Ca > S > P > Mg
  • Micronutrientes: Mn > Fe > Zn > B > Cu.

Para atender as necessidades nutricionais do maracujazeiro é necessário

determinar os teores de nutrientes no solo, e assim, recomendar as quantidades adequadas de calcário e adubo que devem ser aplicadas. Após a escolha da área para o plantio, devem ser feitas amostragens do solo para análise química, coletadas de 0-20 cm e de 20-40 cm de profundidade.

A calagem ou aplicação de calcário tem como objetivo neutralizar os efeitos tóxicos do alumínio (Al) e elevar os teores de cálcio (Ca) e magnésio (Mg) e o pH do solo.

Quando recomendada, deve ser feita preferencialmente com a utilização de calcário dolomítico que contém Ca e Mg, deve ser aplicada a lanço em toda a área e incorporada pela gradagem.

A adubação orgânica é uma prática importante para manter a produtividade do solo, pois exerce efeitos benéficos sobre suas propriedades físicas, químicas e biológicas. As quantidades a serem aplicadas nas covas de plantio, principalmente em solos arenosos e de baixa fertilidade, variam de acordo com o tipo de adubo empregado, ou seja, esterco de curral (20 a 30 L), esterco de galinha (5 a 10 L) e torta de mamona (2 a 4 L), podendo-se utilizar outros compostos disponíveis na região ou propriedade.

Contudo, recomenda-se dar preferência ao esterco de curral em razão do maior volume utilizado. Acredita-se que, se forem aplicadas quantidades razoáveis de matéria orgânica na cultura, dificilmente ocorrerá deficiência de algum micronutriente.

Em solos arenosos e pobres em matéria orgânica ocorrem, às vezes, deficiências de micronutrientes que podem ser aplicados diretamente no solo ou via adubação foliar.

Recomenda-se no plantio colocar 50 g de FTE BR12/cova ou 6 g de Zn e 2 g de B/ cova.

As quantidades de macronutrientes

Adubação de Cobertura

Adubação de Cobertura

Adubação de Plantio

Adubação de Plantio

Quanto à localização dos adubos, nos pomares em formação, distribuí-los em uma faixa de uns 20 cm ao redor e distante uns 10 cm do tronco, aumentando gradativamente essa distância com a idade do pomar.

Em pomares adultos, aplicá-los em círculo ou faixa, sempre com largura superior a 20 cm e distante 20 a 30 cm do tronco, onde estão as raízes absorventes.

A aplicação dos adubos deve ocorrer em períodos de boa umidade do solo. Em áreas irrigadas recomenda-se realizar a irrigação após a adubação. Recomenda-se, também, fazer anualmente, a análise química do solo a fim de mantê-lo com níveis adequados de nutrientes.

 maracujá

Espécies Cultivadas

O maracujazeiro é uma trepadeira lenhosa, perene, de crescimento rápido, vigoroso, contínuo e exuberante. Suas raízes são superficiais.

A espécie mais cultivada é o maracujá amarelo, por ser mais vigorosa, mais adaptada aos dias quentes, apresentar frutos de maior tamanho, com peso entre 43 e 250 g, maior produção por hectare, maior acidez total e maior rendimento em suco.

O maracujá-roxo é mais indicado para locais de maior altitude e clima mais frio. Seus frutos apresentam peso entre 32 e 220 g, maior percentagem de açúcares quando comparado com o maracujá-amarelo.

O maracujá doce é uma espécie brasileira consumida como fruta fresca, ao contrário do maracujá amarelo ou azedo. Seus frutos são amarelados, com polpa doce, aroma e paladar atraentes e agradáveis, pesando de 80 a 300 g.

Flor do maracujá

Flor do maracujá

Maracujá roxo

Maracujá roxo

Maracujá amarelo

Maracujá amarelo

Seleção de Sementes

Os problemas, tais como doenças e insetos-praga, tendem a ocorrer com menor intensidade à medida que se semeia uma semente de origem conhecida, proveniente de material selecionado. As sementes selecionadas também proporcionam maiores produção e produtividade, com frutos de melhor qualidade.

A seleção no pomar será mais eficiente se forem seguidos os seguintes passos:

  • Escolher pontos na plantação que possam constituir as parcelas de seleção das plantas que fornecerão as sementes para o próximo plantio.
  • Delimitar cada parcela, de forma a conter o número de plantas indicado no espaçamento de 3,0 m x 5,0 m.
  • Polinizar, de forma controlada e manualmente, as plantas escolhidas; para tanto, percorra as parcelas todas as manhãs a partir do surgimento dos primeiros botões florais e, ao identificar as flores em início de abertura, proteja-as, em número de dez por planta, com um saco de papel permeável ou de tecido. Os sacos devem ser colocados antes das 9h e, no período da tarde do mesmo dia, transfira o pólen das flores de uma planta para o estigma das flores de outra planta, usando dedeira de lã ou cotonete, e recoloque o saco para evitar contaminações. O pegamento deverá ocorrer dentro de 5 dias e poderá ser visto pelo intumescimento do ovário. Após esse prazo, o saco é retirado e a flor marcada com uma etiqueta; com o desenvolvimento do fruto, marque-o com uma fita adesiva, a fim de não ser misturado com os não selecionados quando da colheita.
  • Utilizar 200 sementes de cada fruto das plantas selecionadas para formar o composto de sementes que será usado no plantio seguinte; as sementes assim obtidas são provenientes de plantas meio-irmãs, mas com controle das doadoras e das receptoras de pólen, fato que permite o uso mais eficiente da variância genética aditiva.
  • Calcular a colheita para semear quatro sementes por saco de polietileno, ou três sementes se for usar o tubete para formar a muda; caso se deseje usar um número diferente de sementes, fazer novo cálculo com base na Tabela, que é de fácil manuseio.

 

Tabela de orientação de seleção

Tabela de orientação de seleção

Tabela de caracteres de seleção

Tabela de caracteres de seleção

Tabela de caracteres de seleção

Tabela de caracteres de seleção

Propagação

A propagação do maracujazeiro se faz normalmente com sementes. Estas devem ser retiradas de plantas previamente selecionadas, que se mostrem vigorosas, produtivas, precoces, resistentes a doença se pragas, originárias de frutos grandes, maduros, com grande percentagem de suco e boa qualidade.

As sementes podem secar no interior dos frutos ou ser colhidas e colocadas em recipiente de vidro ou louça para fermentar. Essa fermentação tem a finalidade de facilitar a separação das sementes da mucilagem, uma substância viscosa, que as envolve. Para esse processo exige-se geralmente um período de 2 a 6 dias. A seguir, as sementes devem ser lavadas e colocadas em um jornal para secar, à sombra. Para a retirada da mucilagem pode ser usado também o liqüidificador. Já existe no mercado uma peça adaptável, que não danifica as sementes.

As sementes devem ser utilizadas logo após o período de secagem, visto que sua viabilidade é curta. Para reduzir o problema de incompatibilidade na lavoura, o fruticultor deve retirar e plantar sementes de vários frutos colhidos em diferentes plantas, e não de muitos frutos de poucas plantas.

A propagação vegetativa realizada por meio da enxertia apresenta vantagens na manutenção de materiais com boas características agronômicas, favorecendo a multiplicação de plantas produtivas, tolerantes a pragas e doenças, resistentes à seca e com aumento na longevidade dos pomares.

O tipo de enxertia mais usado, com pegamento de até 90%, é o de garfagem do topo em fenda cheia que consiste em se transferir da planta-mãe (cavaleiro) um ramo para outra planta que é o porta-enxerto.

A espécie utilizada como porta-enxerto deve ser semeada em sacos de plástico contendo substrato esterilizado composto pela mistura de terriço e esterco de curral bem curtido na proporção de 3:1. Quando a muda alcançar de 0,25 a 0,35 m de diâmetro deve ser podada à altura de 20 cm da base.

A seguir, efetua-se um corte vertical até a profundidade de 1 a 2 cm no centro da superfície podada. Os garfos de maracujá-amarelo que serão utilizados como enxerto devem possuir de duas a três gemas e, na medida do possível, com o mesmo diâmetro do porta-enxerto.  Nesses garfos são feitas duas incisões em forma de cunha de 1 a 2 cm.

Na região da enxertia deve-se utilizar fita de plástico ou fita crepe de 2 cm de largura, a fim de possibilitar uma boa união entre o enxerto e o porta-enxerto. Após a operação de enxertia, os enxertos devem ser protegidos com sacos de plástico transparentes com o objetivo de proporcionar os mesmos efeitos da câmara úmida.

O plantio das mudas no local definitivo deve ser efetuado 5 a 6 meses após a semeadura.

 

Sementes

Sementes

Plantio

No preparo das mudas, a semeadura deve ser efetuada em sacos de polietileno de 10 cm x 25 cm ou 18 cm x 30 cm, contendo uma mistura de três partes de terra para uma de esterco de curral bem curtido.

Em cada saco de plástico colocam-se de quatro a seis sementes, a 1cm de profundidade, cobrindo-as com leve camada de terra. Quando as mudas estiverem com 3 a 5 cm de altura, efetua-se o desbaste, deixando apenas a mais vigorosa.

O transplante das mudas para o local definitivo deve ser efetuado quando elas estiverem com 15 a 25 cm de altura (ou até 30 cm), o que ocorre no intervalo de 45 a 70 dias após a semeadura. Nessa ocasião tem início a emissão de gavinhas, filamentos que, ao se enrolarem nos suportes, servem para firmar as ramas do maracujazeiro. A época mais adequada para o plantio definitivo é no início do período chuvoso, observando-se a época tradicional para cada região.

Logo após o plantio no campo, as plantas devem ser tutoradas com varas ou barbantes para condução até o arame.

O espaçamento mais recomendado é de 2,5 m entre fileiras e 5 m entre plantas, com uma densidade de 800 plantas por hectare. Tratando-se de cultura mecanizada, o espaçamento pode ser de 3,5 m entre fileiras.

 

Muda de Maracujá

Muda de Maracujá

Mudas de maracujá em tubetes

Mudas de maracujá em tubetes

Condução

Por se tratar de planta trepadeira, o maracujazeiro necessita de suporte para proporcionar boa distribuição dos ramos e garantir, assim, maior produção de frutos. Os sistemas mais utilizados são o de latada ou caramanchão e o de espaldeira vertical.

O sistema de latada é preferido nos plantios em chácaras e quintais. Tem a vantagem de proporcionar maior produtividade, mas apresenta um custo elevado e favorece a ocorrência de doenças, em virtude da formação de massa vegetal muito densa.

A espaldeira vertical ou cerca pode ser feita com mourões e estacas com 2,5 m de comprimento, espaçadas de 4 a 6 m, com um, dois ou três fios de arame liso nº 12 (o mesmo usado na construção de cercas).

O fio superior deve ficar a 2 m do nível do solo, e os outros, conservando a distância de 0,40 m entre si. Para que os postes fiquem firmes e possam suportar todo o peso dos pés de maracujá, deve-se enterrá-los cerca de 50 cm no solo.

Em geral, utiliza-se a espaldeira com um só fio de arame, por ser mais econômico e funcional, excetuando-se a instalação em regiões de ventos fortes. Nesse caso, mostra-se mais seguro o uso de dois fios de arame.

Recomenda-se que a extensão das linhas de plantas não vá além de 80 m, formando talhões, deixando um espaço de 3 a 4 m entre eles para possibilitar a movimentação dentro do pomar. É conveniente que se faça nas bordas superiores dos mourões e das estacas um corte inclinado, para evitar a infiltração de água e o consequente apodrecimento. Os mourões devem ser colocados nas extremidades e no centro da espaldeira. Os das extremidades

precisam de uma escora complementar, para dar maior resistência ao suporte de sustentação.

 maracujá 5

maracujá 6

Esquema de condução

Esquema de condução

Esquema de condução

Esquema de condução

Esquema de condução

Esquema de condução

Esquema de condução

Esquema de condução

Poda

A frutificação do maracujazeiro ocorre em ramos novos. Por essa razão, a poda se faz necessária a fim de possibilitar produções satisfatórias. A poda também é exigida pelo intenso desenvolvimento da planta, que origina uma densa massa vegetal favorável, muitas vezes, ao surgimento de pragas e

doenças, além de provocar o aumento do peso a ser sustentado pelo sistema de condução (espaldeira ou latada).

Cerca de 15 dias após o plantio, inicia-se a poda de formação, com a eliminação de todos os brotos laterais, deixando-se apenas o ramo mais vigoroso, que será conduzido por um tutor até o fio de arame.

Quando a planta ultrapassar o arame – cerca de 10 cm –, deve-se eliminar o broto terminal, de modo a forçar a emissão de brotos laterais, os quais serão conduzidos para os dois lados do arame. Posteriormente, esses brotos são despontados, a fim de forçar o desenvolvimento das gemas laterais, que formarão os ramos produtivos.

As ramificações que surgem dos dois ramos laterais em direção ao solo devem ficar livres para facilitar o arejamento e a penetração da luz, fatores que são muito importantes no processo produtivo e na diminuição do ataque de pragas e doenças. Para tanto, eliminam-se as gavinhas, que provocam o entrelaçamento das hastes e dos ramos produtivos.

No período de entressafra, deve ser feita uma poda de limpeza, retirando-se todos os ramos secos e doentes, proporcionando melhor arejamento da folhagem do maracujazeiro e diminuindo o risco de contaminação das novas brotações.

 

Condução e Poda

Condução e Poda

Polinização

O maracujá-amarelo apresenta autoincompatibilidade, acarretando a incapacidade de produzir sementes, quando polinizado com o próprio pólen. Além disso, mostra alto insucesso na polinização pelo vento, em razão do grande peso e da viscosidade do grão de pólen, necessitando, portanto, de um agente transportador.

Os agentes polinizadores que se têm mostrado mais eficientes são as mamangavas, abelhas do gênero Xylocopa spp.  Por serem de grande porte, ao visitarem a flor do maracujazeiro, encostam seu dorso nos estames onde estão os grãos de pólen, fazendo a retirada destes e levando-os para o estigma, com o que efetuam a polinização.

É de vital a preservação da população de mamangavas, mediante a

construção de abrigos, usando preferencialmente tocos secos de bambu e o plantio de espécies que produzam flores atrativas, como o hibisco (Hibiscus spp.), a corriola (Ipomoea purpurea) e a cássia (Cassia spp.).

Se forem usados produtos químicos para o controle de pragas e doenças, estes deverão ser aplicados pela manhã, para não comprometer os agentes polinizadores naturais, principalmente as mamangavas.

Recomenda-se fazer a polinização artificial do maracujá em plantios com mais de 10 ha, uma vez que a natural, pelas mamangavas, se torna difícil, principalmente nos surtos de grandes floradas. A polinização artificial é também aconselhável em pequenos plantios, quando a população de mamangavas é pequena.

Realiza-se a polinização artificial no período da tarde, porquanto as flores de maracujá-amarelo se abrem no período que vai de 12h30 às 15h, permanecendo abertas até as18h.

Um modo de avaliar a necessidade de aumento da população de mamangavas ou a utilização da polinização artificial é apurar o número de flores caídas. Sabe-se que a flor do maracujá, após seu dia de abertura, fecha e cai, caso não seja fecundada. Se a queda de flores por planta se mostra acentuada, isso aponta para a necessidade de incremento da polinização.

A polinização artificial é efetuada pelo homem com o auxílio de dedeiras de flanela com as quais transfere o pólen de uma planta para outra. Recomenda-se fazer a polinização artificial nos períodos de maior floração e em apenas um dos lados de uma fileira formada por maracujazeiros, com o plantio orientado no sentido norte-sul, tendo em vista um maior rendimento.

 

Polinização artificial

Polinização artificial

Polinização artificial

Polinização artificial

Controle de Plantas Daninhas

De modo geral, recomenda-se deixar o maracujazeiro livre de plantas invasoras, especialmente no período seco, evitando, com isso, a competição por água, luz e nutrientes.

A melhor prática na linha de plantio é o uso de capinas com enxada, usando-se nas entrelinhas a roçadeira.

 

Pragas

  • Ácaros
  • Percevejos
  • Lagartas-desfolhadoras
  • Broca-do-maracujazeiro ou da haste
  • Lagarta-de-teia
  • Moscas-das-frutas
  • Pulgões
  • Abelhas arapuá
  • Besouro-das-flores

 

Adulto do percevejo-do-maracujazeiro

Adulto do percevejo-do-maracujazeiro

Abelha arapuá

Abelha arapuá

Lagarta de Agraulis vanillae vanillae

Lagarta de Agraulis vanillae vanillae

lagarta-de-teia

lagarta-de-teia

Ácaro Brevipalpus phoenicis

Ácaro Brevipalpus phoenicis

Moscas-das-frutas

Moscas-das-frutas

Doenças

  • Tombamento da muda, mela ou Damping off
  • Antracnose
  • Verrugose
  • Septoriose
  • Podridão-do-colo
  • Murcha ou fusariose
  • Murcha
  • Podridão-do-colo
  • Bacteriose

 

Antracnose nos frutos

Antracnose nos frutos

murcha e tombamento fungo Rhizoctonia

murcha e tombamento fungo Rhizoctonia

A) Vírus e Fitoplasmas:

  • Endurecimento dos frutos
  • Definhamento precoce do maracujazeiro e pinta-verde-do-maracujá
  • Mosaico-do-pepino
  • Begomovirus
  • Mosaico-amarelo
  • Vírus-do-maracujá-roxo
  • Enfezamento
  • Superbrotamento

 

Manejo de Doenças Causadas por Vírus e Fitoplasmas

  • Utilizar sementes e mudas sadias e certificadas ou produzir as mudas em telado antiafídico.
  • É muito importante eliminar pomares abandonados ou improdutivos, para que não sirvam de fonte de vírus.
  • Instalar os pomares novos distantes de locais onde ocorrem as doenças.
  • Eliminar periodicamente as plantas doentes.
  • Evitar o plantio próximo a culturas de hortaliças e leguminosas.
  • Eliminar do pomar as plantas espontâneas, que são hospedeiras alternativas para os vírus do maracujá, no intervalo dos plantios.
  • Lavar as ferramentas de corte utilizadas nos pomares com detergente ou água sanitária, antes que essas sejam empregadas em uma nova planta.
  • No caso do CMV e superbrotamento, realizar a poda dos ramos afetados.
  • No caso da pinta-verde, em plantios convencionais, a medida mais efetiva é o controle de ácaros no pomar.

 

Colheita

O período de colheita do maracujazeiro varia de 6 a 9 meses após o plantio definitivo no primeiro ano, dependendo da região e das condições climáticas. Plantios efetuados nos meses mais próximos do verão permitem

início de colheita mais precoce (6 meses) ao passo que plantios nos meses mais frios resultam em colheita mais tardia.

Coletam-se os frutos no chão. A colheita se realiza em intervalos semanais ou mesmo duas ou três vezes por semana.

Antes da colheita, recomenda-se passar entre as filas e derrubar os frutos maduros que não tenham caído espontaneamente ou que estejam presos entre os ramos das plantas.

Após a colheita, os frutos perdem peso rapidamente, devendo ser comercializados ou armazenados de imediato.

O rendimento da cultura depende de fatores como clima, solo, espaçamento, tratos culturais, adubação e controle fitossanitário. Pode-se estimar, em termos médios, em plantios bem conduzidos, uma produção de até 45 t de frutas/ha/ano.

 maracujá 2

colheita2  colheita maracujá1 maracujá4

colehita

colheita1

Fonte: Coleção Plantar – Embrapa – Cultura do Maracujá.

3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. ANTONIO JOSÉ DA SILVA
    nov 11, 2013 @ 20:06:36

    MUITO IMPORTANTE AS INFORMAÇÕES ACIMA,PRECISO SABER COM ADUBAR AS COVAS P/ INICICIO DE PLANTIO.

    Resposta

  2. JOAO RENNE DE SOUZA TORCHIO
    out 05, 2013 @ 21:10:34

    MARAVILHOSA REPORTAGEM !!! OBRIGADO

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 519 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: